CAMINHO E META DA REALIZAÇÃO HUMANA

Uma chave para o reino dos céus
Maharishi Mahesh Yogi dá-nos a técnica de Meditação Transcendental como uma chave para, com os pés bem assentes na Terra, entrarmos no reino dos Céus, recorrendo apenas ao desenvolvimento individual pleno, e não a qualquer forma de condicionamento através de crenças ou religiões.

Sem pôr em causa nenhuma das principais religiões, a Meditação Transcendental, como técnica eficaz de auto-aperfeiçoamento, não requer que ninguém mude a sua opção religiosa ou acredite em qualquer Deus específico.

É apenas uma técnica muito simples. Um procedimento mental que proporciona ao indivíduo a experiência de níveis mais profundos e reais da sua própria consciência.
Ao transmitir-nos esta técnica mental, Maharishi explica-nos detalhadamente o seu funcionamento.


A aprendizagem
No decurso da aprendizagem a pessoa fica não só a praticar correctamente mas também a conhecer a própria mecânica do procedimento mental que é usado.

Durante cerca de 15 a 20 minutos, duas vezes ao dia, a atenção - que normalmente é projectada
para fora, para o mundo exterior, através dos sentidos - uma vez criada a condição inicial, passa a viajar para dentro, motivada apenas pela sua própria tendência natural.

Maharishi dá-nos o instrumento que permite, durante alguns minutos, todos os dias, partir da realidade exterior tal como a conhecemos e começar a experimentar e conhecer também a realidade interior da própria consciência. A consciência, que é responsável por tudo o que conhecemos e sentimos através dos sentidos, é também responsável pelo conhecimento de si própria através da Meditação Transcendental.

Assim como os sentidos nos permitem conhecer a realidade exterior objectiva, também a meditação nos permite conhecer a realidade interior subjectiva - conhecer o conhecedor.


A questão da liberdade individual

O processo de formação de um pensamento na mente não tem uma localização cerebral como responsável. Resulta da interacção da actividade neuronal das várias partes do cérebro e pode não ser totalmente consciente. Ou seja, o indivíduo pode ser apenas consciente de uma parte final desse processo, que teve início numa zona pré-consciente ou sub-consciente. Este é o conhecimento da neurociência mais avançado. E este dado já verificado em experiências científicas está a conduzir os investigadores a porem em causa a questão fundamental do livre arbítrio. De facto, se um dterminado pensamento, quando se torna consciente, já é a consequência de um processo anterior não-consciente, onde está a liberdade do indivíduo? A ciência coloca a questão de que, assim, talvez a liberdade de pensar e agir do indivíduo seja apenas ilusória. Alguém, ou algum nível de consciência, pode estar antes e determinar a consciência que temos na prática dos nossos próprios pensamentos e acções consequentes.

Realidade ou ilusão?

Ao aparente beco sem saída científico, que tende a questionar a existência do livre arbítrio humano, Maharishi oferece uma resposta. Na verdade, a realidade percebida pode ser ilusória, como são forçados a admitir os cientistas, mas apenas na medida em que a consciência for uma consciência limitada.

Com uma consciência limitada, com uma capacidade de percepção não totalmente expandida, não totalmente utilizada, na verdade, apenas uma parte da realidade é percebida. Num oceano de consciência, apenas as ondas parecem existir, quando a percepção navega à superfície levada pelos sentidos.

Basicamente, Maharishi diz-nos que, se houver uma forma de mergulhar na profundidade, então passa a estar disponível a totalidade do oceano. Saberemos que, à superfície, ele é agitado e tem ondas, mas na profundidade é totalmente calmo e silencioso. O navegador ficará a conhecer 100% do mar agitado à superfície e 100% da calma na profundidade do oceano.

Assim, a consciência, plenamente expandida, estende-se à totalidade do processo de formação do pensamento. O indivíduo deixa de ser conduzido por pensamentos cujo início e processo de formação pode ser em boa parte desconhecido - não consciente - para passar a ser consciente da totalidade do processo, incluindo o início, a criação do primeiro impulso. E é isto que devolve ao ser humano o livre arbítrio em toda a sua plenitude.

Como forma de reconduzir o homem à sua plena dignidade, Maharishi oferece-nos uma onda do oceano. Propõe que mergulhemos utilizando uma técnica simples. Um procedimento sem esforço, o ângulo correcto do mergulho que faz com que a atenção se dirija naturalmente para dentro, e experimente níveis sucessivamente mais profundos e refinados da realidade do oceano que deu origem à onda que é cada pensamento.


Surpresa agradável
Ao aprendermos a meditar ficamos maravilhosamente surpreendidos com a facilidade e simplicidade do processo. E ao praticarmos, descobrimos a parte de nós que estava escondida, o Ser absoluto e transcendente que habita dentro de nós, em silêncio e bem-aventurança ilimitada. É este o verdadeiro Ser, o verdadeiro criador e fonte de todos os pensamentos e acções, o verdadeiro Homem livre.


Experiência do Ser

Com a Meditação Transcendental, Maharishi proporciona-nos a experiência do Ser, repetidamente, duas vezes por dia, todos os dias. Sentamo-nos simplesmente num local sossegado, fechamos os olhos, usamos com toda a facilidade esta técnica simples... e pronto. É o suficiente. Podemos fazê-lo em casa, num templo, num jardim, numa sala de espera, num avião, num transporte público, etc. E, com a repetição desta experiência, a percepção vai-se expandindo, incorporando mais valores do próprio Ser, tornando-se cada vez mais no próprio Ser. Tal como um pano que se tinge de amarelo mergulhando-o sucessivamente na tinta amarela e colocando-o a secar. De cada vez que é imerso na tinta, ele adquire aquela qualidade de amarelo. Ao secar ao sol, perde alguma dessa qualidade, desbota-se um pouco. Com a repetição do processo, a qualidade de amarelo vai-se estabilizando no pano. E chega um ponto em que o amarelo fica estabilizado e o pano passa a ser amarelo, da mesma cor da tinta. A prática regular da MT oferece à capacidade consciente da nossa mente a qualidade de pano amarelo. A qualidade de consciência plena e estavelmente embebida no Ser. Em todos os pensamentos, em todos os actos, essa consciência do Ser transcendente permanece intocada. E toda a consciência do campo relativo da vida, em constante mutação, estará iluminada com a consciência do Ser puro, absoluto, imutável e eterno. Temos assim 100% do valor relativo da vida e 100% do seu valor absoluto.

A realidade vivida à luz do Ser é a realidade plenamente iluminada. Esta percepção plena da totalidade da realidade da vida permite ao indivíduo pensar e agir correctamente de forma espontânea. A realidade da vida iluminada pela consciência permanente do Ser traduz-se na realização individual, na satisfação plena, na felicidade.






O conhecimento está estruturado na consciência